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domingo, 15 de fevereiro de 2009

Potiguar Noticias - 12/02/2009

"A Mar Aberto" volta à Casa da Ribeira
A peça escrita e dirigida por Henrique Fontes (O Tempo da Chuva e Pobres de Marré) conta a história de um velho lobo do mar, seu José Hermílio, que em um dos dias de sua pescaria, é traído pelo desejo
Por Redação
“A Mar Aberto”, peça do Coletivo Artístico Atores à Deriva volta a Natal depois de quase um ano de estréia e de viagens pela Mostra Pernambuco Nação Cultural, Festival de Guaranhuns, Festival do Crato e Juazeiro do Norte. Será apenas um dia de apresentação, sábado (14), às 20h, na Casa da Ribeira.A peça escrita e dirigida por Henrique Fontes (O Tempo da Chuva e Pobres de Marré) conta a história de um velho lobo do mar, seu José Hermílio, que em um dos dias de sua pescaria, é traído pelo desejo. Ele acredita que o demônio usa de suas artimanhas para fazê-lo desejar Júlio de Joana, que aos 19 anos abandonou a faculdade com o desejo de ser pescador.O dia dessa primeira pescaria de Júlio e de muita resistência de Seu Hermílio contra um desejo "vestido de maldade e com feições tão bonitas..." caracterizam o conflito central dessa história.A dramaturgia original teve como inspiração "Grande Sertão: Veredas", obra de João Guimarães Rosa que fala do desejo de um jagunço por outro recém chegado ao bando.“Assim como José Hermílio nessa peça, em "Grande Sertão: Veredas", o protagonista, Teobaldo, se vê apaixonado por outro homem - "Diadorim". Até o final Teobaldo acredita que Diadorim é homem e se culpa por desejá-lo”, disse Henrique.Em seu primeiro ano, "A Mar Aberto" foi selecionado para importantes festivais do Nordeste como o de Garanhuns em Pernambuco e do Cariri no Ceará.“A receptividade do nosso trabalho tem sido muito boa. As pessoas ficam impressionadas como um tema delicado como é o do desejo pode ser visto de forma mais abrangente, sem preconceitos ou visões moralistas,” disse Doc Câmara, que na peça faz o Capitão José Hermilio.O Coletivo Atores À Deriva é formado por Alex Cordeiro, Doc Câmara, Bruno Coringa, Paulo Lima, Henrique Fontes e João Victor.A peça além da direção de Henrique Fontes, conta com a direção musical de Danúbio Gomes, a iluminação de Daniel Rocha, o cenário de Thiaqo Vieira, as fotos de Max Pereira e o desenho gráfico de Gabriel Souto.
ServiçoO que: peça "A Mar Aberto"Quando: sábado (14)Horário: 20hOnde: Casa da RibeiraIngressos na bilheteria da Casa, das 16h às 22h


http://www.potiguarnoticias.com.br/2008/index.php?pgsc=noticia&idsc=3&nsc=noticia&iditemsc=3055

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Peça teatral potiguar volta aos palcos depois de uma turnê pelo Nordeste

03/02/2009
Peça teatral potiguar volta aos palcos depois de uma turnê pelo Nordeste
"... O pescador José Hermílio se encontra em mais um dia que não é santo, em plena pescaria. No entanto um desejo vestido de culpa atinge na hora que a pera senta no fundo do mar. Teria Julio de Joana vindo a mando do demônio, para vestir o amor de maldade que o persegue, e ensinar o caminho do mal?", esse é um trecho da peça teatral "A Mar Aberto", do diretor teatral e dramaturgo Henrique Fontes, que depois de participar de alguns festivais pelo nordeste volta aos palcos potiguares, nos dias 7 e 8 de fevereiro, às 20h, na Casa da Ribeira.Depois de uma temporada de três meses com o espetáculo por algumas capitais nordestinas, onde apresentaram "O Mar Aberto", nos seguintes festivais: Pernambuco Nação Cultural, Garanhuns, do Cariri, no Crato e Juazeiro do Norte.Segundo o autor da peça a inspiração dessa obra foi no balançar do vai e vem das ondas do mar. Henrique Fontes conta que durante suas férias na praia de Galinhos, litoral do Rio Grande do Norte, observou a beleza da simplicidade e a maestria dos pescadores que ali vivem, como que de uma forma inconsciente eles traçavam uma coreografia de extrema beleza e realidade. Sob o ritmo que segue o compasso do dia-a-dia, num baile que utiliza da imensidão do mar como um cenário lírico que produz o verdadeiro espetáculo da vida. A peça foi montada como uma rede de pesca, com o recém formado coletivo artístico Atores à Deriva (que surgiu a partir dessa montagem e pretende estimular a troca entre artistas de diversos grupos), conta a história de um velho lobo do mar, Seu José Hermílio. Homem sábio que há mais de 30 anos tira do mar o sustento e a própria razão de existir. Todos os dias, "que não são santos", ele e seus companheiros de bargaça, tentam a sorte contra a correnteza e possíveis tormentas. Em um desses dias, seu Hermílio se encontrou, em plena pescaria, traído pelo coração. Ele acha que foram as "artimanhas do demo" que trouxeram até ele o sobrinho de Rita, Júlio de Joana, que aos 19 anos abandonou a faculdade para ser pescador. O dia dessa pescaria e de resistência contra esse desejo "vestido de maldade e com feições tão bonitas..." e a luta contra a tormenta interna e externa caracterizam o conflito central dessa história.Em suas férias na Praia de Galinhos o dramaturgo Henrique Fontes, depois de observar a vivacidade litorânea e sob a influencia do livro "Grandes Sertões Veredas" de Guimarães Rosa, surgiu a inspiração para a criação dessa peça de teatro que foi escrita em apenas quatro dias. "Assim como Hermílio nessa peça, em "Grandes Sertões Veredas", o protagonista, Teobaldo, se vê apaixonado por outro homem - "Diadorim" , que ele até o final acredita ser homem e se culpa por isso." disse Fontes."A mar aberto" provoca um turbilhão de questionamentos contemporâneos que as pessoas carregam dentro de si. Aborda o conflito com o próprio desejo, o preconceito, a religião, os costumes, os sentimentos, a sociedade, a família, as tendências, os segredos, a culpa e envolve os pensamentos, numa tentativa de mostrar um caminho para a almejada liberdade. É, certo que são muitos aqueles que vivem numa procura incessante atrás do sentir-se livre, outros chegam a culpar os que convivem com eles, Mas, será que na realidade, a liberdade não estaria dentro de cada um? Afinal, o desejo não escolhe a hora nem o lugar.Repórter: Redação

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Teatro de Muitas Cabeças -Tribuna do Norte - 05/ 02/ 2009

Teatro de muitas cabeças
TEATRO - Universo de Guimarães Rosa permeia obra “A Mar Aberto” do dramaturgo Henrique Fontes

05/02/2009 - Tribuna do Norte Michelle Ferret - Repórter


Um silêncio profundo tocado apenas pelas mãos dos personagens e seus segredos e o mundo de Guimarães Rosa. Assim é a peça “A Mar Aberto” do dramaturgo Henrique Fontes que volta aos palcos da Casa da Ribeira, às 20h nos próximos dias 07 e 08 de fevereiro encenada e criada pelo Coletivo Atores à Deriva. Criada pelos próprios atores do Coletivo, e tendo como guia o texto escrito por Henrique, “A Mar Aberto” conta a história de um velho lobo do mar chamado José Hermílio (Doc Câmara) que em um dos dias de pescaria se sente traído pelo desejo. “Ele acredita que o demônio usa de suas artimanhas para fazê-lo desejar Júlio de Joana, que aos 19 anos abandonou a faculdade com o desejo de ser pescador. O dia dessa primeira pescaria de Júlio e de muita resistência de Seu Hermílio contra um desejo “vestido de maldade e com feições tão bonitas...” caracterizam o conflito central dessa história”, conta o dramaturgo. A dramaturgia original teve como inspiração “Grande Sertão: Veredas”, obra de João Guimarães Rosa que fala do desejo de um jagunço por outro recém chegado ao bando. “Assim como José Hermílio nessa peça, em Grande Sertão: Veredas”, o protagonista, Teobaldo, se vê apaixonado por outro homem”, disse Henrique.A construção da peça foi em conjunto como coletivo de atores que vieram de outros grupos da cidade para abraçar o projeto de Henrique. “A peça trouxe um novo fôlego para cada um de nós que pudemos enxergar o teatro de uma maneira mais intensa e com outras perspectivas”, disse Doc Câmara. Produção coletivaOs novos horizontes apontados por Doc se traduz na maneira como o Coletivo se mantém. Independentes de qualquer meio público, eles colocam a mão na massa e são ao mesmo tempo atores, produtores, divulgadores de seus próprios espetáculos e multiplicadores. Com a força que ganharam nesse primeiro momento - desde que a peça começou a ser montada em janeiro do ano passado - o grupo se lançou na estrada participando de importantes mostras brasileiras como a do Festival de Garanhuns em Pernambuco e a Mostra Cariri do Sesc no Ceará. “A receptividade do nosso trabalho tem sido muito boa. As pessoas ficam impressionadas como um tema delicado como é o do desejo pode ser visto de forma mais abrangente, sem preconceitos ou visões moralistas,” disse Doc. O Coletivo Atores À Deriva é formado por Alex Cordeiro, Doc Câmara, Bruno Coringa, Paulo Lima, Henrique Fontes e João Victor. “Estamos juntos participando de todo o processo criativo e também de discussões imprescindíveis para a cidade como é o Redemoinho que abre debate com os fazedores de teatro tendo como base a circulação, pesquisa e a manutenção dos grupos”, disse Alex que participa também do grupo Facetas de Teatro e hoje é multiplicador do Arte Ação da Casa da Ribeira. “É muito forte para mim que vim do sonho de teatro feito dentro da escola pública e hoje ter a oportunidade de alcançar um futuro nas artes”, disse. A peça além da direção de Henrique Fontes, conta com a direção musical de Danúbio Gomes, a iluminação de Daniel Rocha, o cenário de Thiaqo Vieira, as fotos de Max Pereira e o desenho de Gabriel Souto. A Mar Aberto se apresenta dias 07 e 08 de Fevereiro às 20h na Casa da Ribeira e os ingressos estão na bilheteria das 16h às 22h.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Ventos a favor dos grupos teatrais do Estado
26/06/2008 - Tribuna do Norte Michelle Ferret - Repórter

“A Mar Aberto”, uma peça inspirada na obra de Guimarães Rosa em viagem para Garanhuns

Levar a produção teatral além dos limites do território potiguar está sendo uma tarefa menos árdua do que há alguns anos atrás. Caravanas e festivais têm sido oportunos para muitos grupos, e o valor agregado é ainda maior, pois dá visibilidade e promove novos encontros e parcerias, o que significa mais trabalho. É nesse barco que estão três grupos potiguares, o Carmim, o Beira e Atores à Deriva, selecionados para o Festival Pernambuco Nação Cultural, que acontecerá entre os dias 2 e 5 de julho em cinco cidades pernambucanas. Os grupos estarão nas cidades de Garanhuns e Pesqueira. A programação do evento foi elaborada pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e inclui shows, atividades e oficinas culturais nas cidades de Taquaritinga do Norte Festa das Dálias), Triunfo (Festa do Estudante), Garanhuns (Festival de Inverno), Gravatá (Festa da Estação), Pesqueira (Festa da Renascença).As três obras teatrais com dramaturgia de Henrique Fontes foram selecionadas, “Pobres de Marré”, “A Mar Aberto” e “O Tempo da Chuva”, essa última em cartaz na sexta, sábado e domingo, desse final de semana, na Casa da Ribeira. “O mais interessante é que enviamos os espetáculos separados para o festival e quando chegou o resultado ficamos surpresos”, contou Quitéria Kelly, atriz de “Pobres de Marré”.
Isso aconteceu, segundo o ator George Holanda através da sintonia entre os grupos. Cansados de esperar por verbas e produtores interessados em seus trabalhos, os três grupos deram início a um processo coletivo. “Fizemos uma reunião para decidir como seria estar em cartaz com as três peças durante os finais de semana. Nessa época de São João o público que gosta de teatro, fica com pouca opção. Então nos unimos para oferecer três peças com uma boa qualidade tanto na essência quanto técnica e nos aventuramos nessa produção coletiva”, contou o ator George Holanda integrante do grupo Beira de Teatro.
Na produção, todos os atores se ajudam e se revezam entre a montagem dos cenários, iluminação, preparação de atores e tudo o que envolve cada espetáculo. “Os três trabalhos trazem linguagens muito próximas, além de ter a dramaturgia de Henrique, temos um modo de fazer teatro parecido. Então nos propomos a ajudar uns aos outros e funcionou. Dividimos todas as funções, inclusive a de ir atrás de apoio para a temporada”, contou George.
Depois de vencerem a barreira dos apoios, não conseguindo um centavo dos órgãos públicos de cultura, os atores levaram o projeto de porta em porta até as empresas e conseguiram apoio de seis. “A gente começa a entender o que é o processo de produção. Somos atores e produtores de nós mesmos. Percebemos o quanto os empresários estão dormentes em relação à cultura. Mas toda essa busca só nos fortalece”,contou Quitéria Kelly.
Em conseqüência desse fortalecimento veio o convite para a participação dos grupos no Festival de Pernambuco. “É um reflexo de nosso amadurecimento. Nós fizemos os projetos e participamos de cada detalhe dessa conquista. É uma escola dentro do projeto. É importante os atores se unirem em busca de seus desejos, não podemos mais esperar”, disse Doc Câmara, ator do espetáculo “A Mar Aberto”.
Na volta da viagem, os atores pensam em inserir os espetáculos em leis de fomento à cultura com o objetivo de levar as obras até cidades do interior do Rio Grande do Norte. “Sentimos uma necessidade forte de circular, levar nosso trabalho fora de Natal. As cidades do interior precisam de um acesso maior à cultura e não esse isolamento”, contou Alex Cordeiro, ator de A Mar Aberto.

Espetáculo “O Tempo da Chuva”Dias 27, 28 e 29 de junhoHora: 20h30 (sexta e sábado) e 18h30 no domingoIngressos: R$ 20 e R$ 10 reais. *Promoção Avestruz: ingressos comprados até sexta-feira (27) na Poty Livros e na Casa da Ribeira custam R$14,00 e R$ 7,00 (estudantes, idosos e assinantes Cabo Telecom).
O Tempo da Chuva

Antes da viagem para Pernambuco, o grupo Beira estará em cartaz com o espetáculo “O Tempo da Chuva” de amanhã até domingo na Casa da Ribeira. Com dramaturgia de Henrique Fontes e direção de Lenilton Teixeira, a peça conta a história de dois peregrinos, chamados Banto ePlínia, que se encontram embaixo de uma árvore pra se abrigar da chuva. Com a espera, chega um terceiro elemento que vai mexer com a imaginação dos personagens e da platéia numa trama de descobertas. Nesse processo, passam pelos dois a solidão, a angústia e o questionamento sobre a existência. O texto foi criado por Henrique Fontes com a participação da atriz Paula Vanina e Rafael Lumar e segundo eles é um processo aberto e coletivo. Além da dramaturgia, a música é assinada por Luiz Gadelha, com arranjos com Valéria Oliveira. O desenho de luz é de Rogério Ferraz e o cenário e figurino criados por João Marcelino.


http://tribunadonorte.com.br/79370.html

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Jornal de Hoje - Natal 25/ 04/ 2008

A Mar Aberto

Escritor potiguar Henrique Fontes discute no teatro questões polêmicas, como o preconceito, a sociedade, a paixão, a religião e o desejo

Sob mistério do mar, envolto as tormentas do desejo e guiado pela correnteza da maré cheia. O diretor teatral e dramaturgo Henrique Fontes escreveu a peça "A Mar Aberto", que está em cartaz na Casa da Ribeira, fica em temporada até o dia 27, às 20h30, na Sala da Cosern. A inspiração para a construção dessa obra foi como o vai e vem das ondas, na simplicidade dos que convivem com a imensidão do mar. O dramaturgo foi passar suas férias na praia de Galinhos, litoral do Rio Grande do Norte, quando perdido em seus pensamento e anseios percebeu a maestria dos pescadores que ali vivem uma coreografia que conduz a luta pela sobrevivência, sob o ritmo do dia-a-dia e produz o espetáculo da vida. Lá, na Praia de Galinhos, numa convivência com os nativos que o autor observou e embalado pelas palavras do livro "Grandes Sertões Veredas" de Guimarães Rosa, que surgiu o desejo de registrar todo aquele turbilhão de idéias e hábitos do homem do mar.A peça foi montada como uma rede de pesca, com o com o recém formado coletivo artístico Atores à Deriva (que surgiu a partir dessa montagem e pretende estimular a troca entre artistas de diversos grupos), conta a a história de um velho lobo do mar, Seu José Hermílio. Homem sábio que há mais de 30 anos tira do mar o sustento e a própria razão de existir. Todos os dias, "que não são santos", ele e seus companheiros de bargaça, tentam a sorte contra a correnteza e possíveis tormentas. Em um desses dias, seu Hermílio se encontrou, em plena pescaria, traído pelo coração. Ele acha que foram as "artimanhas do demo" que trouxeram até ele o sobrinho de Rita, Júlio de Joana, que aos 19 anos abandonou a faculdade para ser pescador. O dia dessa pescaria e de resistência contra esse desejo "vestido de maldade e com feições tão bonitas..." e a luta contra a tormenta interna e externa caracterizam o conflito central dessa história. "Assim como Hermílio nessa peça, em "Grandes Sertões Veredas", o protagonista, Teobaldo, se vê apaixonado por outro homem - "Diadorim" , que ele até o final acredita ser homem e se culpa por isso." Disse Henrique."A mar aberto" provoca um turbilhão de questionamentos contemporâneos que as pessoas carregam dentro de si. Aborda o conflito com o próprio desejo, o preconceito, a religião, os costumes, os sentimentos, a sociedade, a família, as tendências, os segredos, a culpa e envolve os pensamentos, numa tentativa de mostrar um caminho para a almejada liberdade. É, certo que são muitos aqueles que vivem numa procura incessante atrás do sentir-se livre, outros chegam a culpar os que convivem com eles, Mas, será que na realidade, a liberdade não estaria dentro de cada um? Afinal, o desejo não escolhe a hora nem o lugar.O elenco é formado pelos atores: Alex Cordeiro, Bruno Coringa, Doc Câmara, João Victor e Paulo Lima. O texto e a direção são de Henrique Fontes, a preparação e direção musical de Danúbio Gomes, o cenário e figurinos de Thiago Vieira, a iluminação de Daniel Rocha, Arte gráfica de Gabriel Souto, fotos de Max Pereira e Produção de Suellen Cunha e Henrique Fontes.

Jornal de Hoje - Natal 24/ 06/ 2008

Teatro potiguar participa de Festival em Pernambuco

Três espetáculos na área de artes cênicas foram selecionados para participar do Festival Nação Cultural
Três espetáculos locais foram selecionados pelo edital da Fundação do Patrimônio Artístico e Histórico de Pernambuco (Fundarpe) para participar do Festival Pernambuco Nação Cultural. O projeto é viabilizado pelo Governo de Pernambuco com o objetivo de reunir sob a mesma alcunha diversos eventos culturais tradicionais do Estado, como o Festival de Inverno de Garanhuns, a Festa da Renascença, a Festa da Dália, entre outros.Para compor a programação, a Fundarpe abriu um edital para envio de projetos de todo o Brasil nas áreas de artes cênicas (teatro, dança, circo e ópera), artes gráficas, artes plásticas, artesanato, audiovisual, cultura popular, fotografia, literatura e música.Do Rio Grande do Norte, foram selecionados na área de artes cênicas os espetáculos Pobres de Marré, do grupo Carmin, O Tempo da Chuva, do Grupo Beira de Teatro e A Mar Aberto, do coletivo Atores à Deriva."Para nós foi uma surpresa tremenda, principalmente se considerarmos o quão raro é isso: três grupos potiguares, cada um com linguagens distintas, sendo selecionados de uma vez", aponta Henrique Fontes, autor das três peças e ator do Grupo Beira de Teatro. É, sem dúvida, uma vitória e uma grande oportunidade que irá fortalecer os três grupos", completa.As peças O Tempo da Chuva e A Mar Aberto serão incluídas na programação do Festival de Inverno de Garanhuns, que será realizado entre os dias 17 e 16 de julho próximo. Já Pobres de Marré vai ao Festival da Renascença, realizado no município de Pesqueira, entre os dias 7 e 14 de agosto.As três peças selecionadas estão sendo apresentadas em Natal, na Casa da Ribeira, dentro do projeto 3 X Teatro, criado em conjunto pelos Grupos Beira de Teatro, Carmin e pelo coletivo Atores À Deriva.
Repórter: Redação

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Amor ao Mar


Por Michelle Ferret - Repórter.

http://tribunadonorte.com.br/noticia.php?id=72983


Foi nos braços da obra-prima de Guimarães Rosa que o ator, diretor teatral e dramaturgo Henrique Fontes abrigou seu texto teatral “A Mar Aberto”, que será encenado a partir de amanhã na Casa da Ribeira, pontualmente às 20h30. Este é o terceiro texto do autor, que escreveu também “Pobres de Marré” e “O Tempo da Chuva”. A história de “Mar Aberto” foi construída como uma rede de pescar, quando Henrique passou férias na praia de Galos, litoral norte do RN, e começou a perceber o movimento dos pescadores indo e vindo do mar. “Convivi uns dias com eles, observando os hábitos, a simplicidade e também os desejos dos homens do mar”, conta Henrique.O desejo se entrelaçou com a leitura que estava fazendo no momento da obra “Grande Sertão: Veredas” e durante três dias Henrique conseguiu tecer a história que será encenada pelo coletivo “Atores à deriva”, formado por um grupo de atores agregados de outros grupos teatrais da cidade. Estão no elenco Alex Cordeiro, Bruno Coringa, Doc Câmara, João Victor e Paulo Lima, oriundos de grupos como ‘Beira de Teatro’, ‘Facetas, Mutretas e outras histórias’, ‘Brincarte’ e do projeto artístico pedagógico ‘Pau e Lata’.Juntos eles contam a história de um velho lobo do mar de nome José Hermílio. Aos 30 anos, o jovem pescador José tira do mar o sustento e a própria razão de existir. Nesse ir e vir, o pescador se encontra traído pelo coração, quando se apaixona por Júlio de Joana, outro pescador ainda mais jovem, de 19 anos. “O personagem entra num conflito existencial e acredita ser essa paixão uma artimanha do demônio contra ele”, explica o dramaturgo. Júlio na verdade é um rapaz que abandona a faculdade na cidade para se tornar pescador e, nessa transição, encontra José. O conflito do desejo proibido é o tema central da peça, quando a pescaria se transforma num lugar de resistência aos desejos mais íntimos e a luta da tormenta interna e externa. Nesse mar de sentimentos, o preconceito, a paixão, a religião, a culpa saltam das encenações e ganham o imaginário dos personagens. “Toda a história foi escrita por mim, mas as atuações partiram do coletivo”. O processo da construção da obra durou três meses, numa rotina intensa de ensaios, regada a pouco patrocínio, segundo conta o diretor, “misturada à vontade de fazer teatro”. Henrique conta, porém, que teve apoio de algumas empresas privadas e também da Fundação José Augusto. A ligação da peça com “Grande Sertão: Veredas” é a paixão. “Assim como José Hermílio nessa peça, o protagonista Riobaldo se vê apaixonado por outro homem -“Diadorim”, que ele até o final acredita ser homem e se culpa por isso”, disse Henrique.Além da atuação, um ponto forte na peça é a música. “Convidei Danúbio Gomes e ele preparou e dirigiu todo o espetáculo. Posso dizer que ele é o co-diretor, porque a música está envolvendo toda a história, trazendo um sentido forte para a obra”, disse..

Coletivo à deriva
Depois de dirigir e escrever duas peças “o Tempo da Chuva”, com Paula Vanina e “Pobre de Marré”, com Titina Medeiros e Quitéria Kelly, Henrique Fontes decidiu reunir atores de vários grupos da cidade para a montagem. “A proposta é estimular a troca entre artistas de diversos grupos, criando uma sintonia forte”, disse o diretor.
Atores à Deriva estréiam peça "A Mar Aberto"

Publicado no Dia 18/04/2008. http://www.correiodatarde.com.br/editorias/cultura-29211

Fábio Farias

Nos embalos dos sertões veredas, o mais novo coletivo de teatro de Natal: "Atores à Deriva", estréia nesta sexta às 20h30, na Casa da Ribeira, a peça "A Mar Aberto". Escrito e dirigido pelo dramaturgo Henrique Fontes, a montagem é inspirada no clássico "Grande Sertões Veredas" do escritor Guimarães Rosa e foi o ponta pé inicial do coletivo formado por atores do grupo Beira, Brincarte, Facetas e Mutretas e do grupo musical Pau e Lata.Partindo da vontade de integrar os grupos de teatro, o coletivo "Atores à Deriva" foi formado por Henrique Fontes durante a montagem desta peça. Segundo ele, a idéia é a de integração e intercâmbio entre artistas dos grupos de teatro de Natal. O coletivo é formado por cinco atores, tendo Henrique como diretor e o Danúbio Melo, do grupo Pau e Lata, como diretor musical. Uma das vontades do grupo é construir público para teatro e incentivar a atividade em Natal. "Nosso trabalho vai procurar incentivar o teatro e criar público, pretendemos fazer trabalhos com escolas para isso" disse Henrique.A peça conta a história de José Hermílio pescador com mais de 30 anos de experiência em viver da pesca. Em um dos seus dias de trabalho, José conhece Júlio de Joana, garoto de apenas 19 anos que largou a faculdade para se dedicar à pescaria. José se apaixona por Júlio e acredita que a sua paixão inesperada é fruto das "artimanhas do demônio". A narrativa é construída em cima da tormenta e do paradoxo que José Hermílio vive com essa paixão. A relação entre José Hermílio e Júlio de Joana faz referência aos personagens Riobaldo e Diadorim do clássico Grandes Sertões Veredas. Riobaldo é um jagunço que se apaixona pelo companheiro de trabalho Diadorim, ao longo da história Riobaldo entra em crise existencial por causa da sua paixão, até descobrir que, na verdade, Diadorim era uma mulher.

A montagem da peça durou três meses e os instrumentos utilizados foram elaborados pelos atores. O espetáculo será encenado neste final de semana (hoje e amanhã) e no próximo na Casa da Ribeira sempre às 20h30. Escrito em 1956, Grandes Sertões Veredas é considerado uma das maiores referências em literatura brasileira. Pensado inicialmente como parte da novela "Corpo de Baile", a história ganhou força e acabou se tornando um livro. Com o objetivo de construir uma narrativa sobre elementos universais contextualizados numa realidade regional, o livro se destaca pela sua característica poética de narrar o sertão.Na narrativa, o jagunço Riobaldo conta a sua saga a um ouvinte letrado na luta contra o silente Hermógenes. Para vencer a batalha, Riobaldo faz um pacto com o personagem Que-Diga, que pede em troca da vitória o seu grande amor.

DiretorHenrique Fontes é dramaturgo e como diretor teatral já dirigiu as peças "O Tempo da Chuva" com Paulo Viana e "Pobre de Marré" com Titina Medeiros e Quitéria Kelly. Henrique passou oito anos no grupo "Clows de Sheakspere" e, segundo ele, sua formação teatral acontece há 23 anos. Formado em Comunicação Social, Henrique tem mestrado em Ciências Sociais. Apesar da formação, o diretor não atuou como profissional de comunicação e há mais de 20 anos atua na área teatral da cidade.