26/06/2008 - Tribuna do Norte Michelle Ferret - Repórter
“A Mar Aberto”, uma peça inspirada na obra de Guimarães Rosa em viagem para Garanhuns
Levar a produção teatral além dos limites do território potiguar está sendo uma tarefa menos árdua do que há alguns anos atrás. Caravanas e festivais têm sido oportunos para muitos grupos, e o valor agregado é ainda maior, pois dá visibilidade e promove novos encontros e parcerias, o que significa mais trabalho. É nesse barco que estão três grupos potiguares, o Carmim, o Beira e Atores à Deriva, selecionados para o Festival Pernambuco Nação Cultural, que acontecerá entre os dias 2 e 5 de julho em cinco cidades pernambucanas. Os grupos estarão nas cidades de Garanhuns e Pesqueira. A programação do evento foi elaborada pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e inclui shows, atividades e oficinas culturais nas cidades de Taquaritinga do Norte Festa das Dálias), Triunfo (Festa do Estudante), Garanhuns (Festival de Inverno), Gravatá (Festa da Estação), Pesqueira (Festa da Renascença).As três obras teatrais com dramaturgia de Henrique Fontes foram selecionadas, “Pobres de Marré”, “A Mar Aberto” e “O Tempo da Chuva”, essa última em cartaz na sexta, sábado e domingo, desse final de semana, na Casa da Ribeira. “O mais interessante é que enviamos os espetáculos separados para o festival e quando chegou o resultado ficamos surpresos”, contou Quitéria Kelly, atriz de “Pobres de Marré”.
Espetáculo “O Tempo da Chuva”Dias 27, 28 e 29 de junhoHora: 20h30 (sexta e sábado) e 18h30 no domingoIngressos: R$ 20 e R$ 10 reais. *Promoção Avestruz: ingressos comprados até sexta-feira (27) na Poty Livros e na Casa da Ribeira custam R$14,00 e R$ 7,00 (estudantes, idosos e assinantes Cabo Telecom).
Antes da viagem para Pernambuco, o grupo Beira estará em cartaz com o espetáculo “O Tempo da Chuva” de amanhã até domingo na Casa da Ribeira. Com dramaturgia de Henrique Fontes e direção de Lenilton Teixeira, a peça conta a história de dois peregrinos, chamados Banto ePlínia, que se encontram embaixo de uma árvore pra se abrigar da chuva. Com a espera, chega um terceiro elemento que vai mexer com a imaginação dos personagens e da platéia numa trama de descobertas. Nesse processo, passam pelos dois a solidão, a angústia e o questionamento sobre a existência. O texto foi criado por Henrique Fontes com a participação da atriz Paula Vanina e Rafael Lumar e segundo eles é um processo aberto e coletivo. Além da dramaturgia, a música é assinada por Luiz Gadelha, com arranjos com Valéria Oliveira. O desenho de luz é de Rogério Ferraz e o cenário e figurino criados por João Marcelino.
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