segunda-feira, 16 de maio de 2011

Sobre a Oficina: LUZ, ESPAÇO e AÇÃO


Em Junho o Atores à Deriva estará promovendo com o apoio da Casa da Ribeira a seguinte oficina:

Luz, Espaço e Ação: Criando Dramaturgias para a Cena

Oficina para atores, bailarinos e performers trabalhando 2 áreas de criação: interpretação e iluminação, que serão reunidas em um experimento final.

Carga horária: 24 horas, 8 encontros de 3 horas nas quartas e sextas, das 18h30 às 21h30.

Período: de 08/06 a 01/07/2011.
Inscrições: Primeiro lote = R$ 80,00; Segundo lote = R$ 100,00; Terceiro lote: R$ 120,00.

Ligue: 8823-6083 ou 32117710 e garanta sua vaga com desconto. Email: atoresaderiva@gmail.com

Conteúdo da oficina:


A) ILUMINAÇÃO: (com o diretor técnico alemão Anatol Waschke)

- Ferramentas teóricas para compreender o funcionamento da iluminação em teatro: eletricidade e luz;

- Princípios óticos de lentes e refletores enquanto "comportamento da luz";

- Tipos de projetor: funcionamento e controle ótico;

- Efeito da luz nos objetos e suas sombras. Plasticidade: textura e temperatura.

- Intenções no desenho de luz.

- Princípios de ambientes.

- Luz como objeto cênico (intenções e contrastes).


B) INTERPRETAÇÃO (com a atriz e diretora Equatoriana Consuelo Maldonado)


- Componentes básicos da ação cênica: conflito/tensão

- Materiais do ator: palavra, espaço e ação

*construção de lógica diferenciada: texto e ação (digressão e construção de texto, o ritmo e a partitura de ações)

*parâmetros para improvisação no espaço: relação da ação com o espaço - Construção de dramaturgias: texto/ação/espaço.


Currículos:

Anatol Johannes Waschke

Inicia-se no âmbito do espectáculo como músico, evolui para técnico de som, maquinaria e de luz. Entre 1989 e 1995, tem como pontos de referência marcantes a colaboração com a SoundHouse Bamberg, diversas empresas de som e luz portuguesas e a ACERT – Associação Cultural e Recreativa de Tondela onde ganhou contacto com o mundo do teatro. No Teatro Viriato de Viseu assume a coordenação na área de audiovisuais e é o responsável por considerável parte da adaptação técnica das instalações para espectáculos. Em 2000 é convidado a assumir a direcção técnica da Circolando, Cooperativa Cultural, onde junta as técnicas adquiridas no teatro, à experiência proveniente do trabalho com as empresas de som. A partir daqui, surge no seu percurso o espetáculo de rua e desde então, investe na pesquisa de novas técnicas e soluções adaptadas aos desafios que esta nova linguagem propõe. Os recursos técnicos e à programação de software livre são marcantes no seu trabalho e disponibilizados on-line. Desde 2000 tem feito a manutenção do seu site disponível como ferramenta de colaboração entre técnicos.

Outras participações importantes no seu percurso: Brigada Vítor Jarra, Muita Louco, Faldum, Olga Roriz, Festival de Vilar de Mouros, Carviçais Rock, Andanças, Zoo 2, Clara Andermatt, Tânia Carvalho, Luís Guerra, Ana Martins entre muitos outros.


Consuelo Maldonado Toral (Côco)

Atriz equatoriana com formação em dança e teatro e com interesse pelo trabalho psico-físico do ator dentro das áreas de treinamento e criação. Desde 2002, mora no Brasil e trabalha em processos colaborativos de criação en grupos de teatro como no caso do espetáculo BR3 do grupo Teatro d’A Vertigem, sob a direção de Antônio Araújo, e do espetáculo A idade da Ameixa, dirigido pelo Prof. Dr. Antônio Januzelli dentro da disciplina de Montagem no CAC/ECA/USP. Posteriormente, em Maceió, (2006-2008) sua atividade com processos de criação colaborativos se intensificou ao integrar o quadro de docentes como professora substituta do Curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Alagoas e o Curso de Formação de Atores da Escola Técnica de Artes - UFAL. Estas experiências tiveram um desdobramento teórico no projeto de pesquisa O Grupo de Teatro Malayerba e a poética da diferença: um exercício de liberdade no coletivo, dentro do Programa de Mestrado em Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia concluído em setembro de 2010. Neste estudo trata sobre a criação de grupos de teatro que concebem o ator como criador e que procuram nos seus procedimentos criativos preservar as diferenças dos artistas envolvidos privilegiando, assim, posturas autorais.

Desde 2006, leva adiante um laboratório com o intuito de experimentar as práticas como atriz-criadora. Esta pesquisa originou o monólogo Soledad del Monte. Com estréia em setembro desse ano, Soledadpassou por teatros em Maceió e viajou para festivais no Uruguai, Argentina e Equador. Esta pesquisa desdobrou-se em forma de oficinas e em colaborações com outros artistas interessados em criar solos. Como no caso do trabalho em colaboração com Márcio Nonato cAstigO de luz AcessA dentro do projetoFragmentos de um Só do Núcleo VAGAPARA contemplado com o prêmio FUNARTE Myriam Muniz 2009. A partir destas experiências, desenvolveu, entre agosto de 2010 e março de 2011 o projeto: Soledad del Monte, Teatro Pra Viagem. Considerando a viagem como elemento constitutivo do teatro enquanto uma experiência da alteridade, durante esta viagem levou uma experiência teatral para as cozinhas das casas das pessoas que acolheram-na. Neste caminho, outras narrações surgiram, as que não são oficiais as que, geralmente, não são ouvidas. E, por este motivo, leva um blog: www.soledaddelmonte.blogspot.com. Soledad del Monte agora faz parte do Projeto Teatro Pra Viagem desenvolvido junto a Anatol Waschke e Matilda, a kombi.



Este projeto é realizado pelo coletivo Atores à Deriva e o projeto Teatro pra Viagem com o apoio da Casa da Ribeira.

Nenhum comentário: